O homem animal

Março 23, 2008

Hoje vi dois filmes: La Luna e Na companhia de homens. Os dois falam de assuntos completamente diferentes, mas no fundo tratam da mesma coisa. O lado animal do homem, aquele que gosta de fazer o outro sofrer e ao mesmo tempo sente um prazer estranho ao se fazer sofrer. La Luna mostra as relações familiares com sentimento de proteção exacerbada, até onde uma mãe iria para salvar seu filho e suas várias facetas. Uma mulher realmente ama seu filho? A condição de ser responsável por alguém desperta só qualidades? E a liberdade perdida? O amor, dito tão bondoso, não nos levaria à exclusão, ao egoísmo? E essas reações não nos levariam à raiva? E outros sentimentos tão baixos, mas impróprios de uma mãe “socialmente” mãe.

A civilização, para ser mantida, necessita regras, para continuar com todo o discurso de democracia e igualdade que a razão nos convencionou. O problema é que humanos não são feitos só de razão. E aí vem a palavra mais hipócrita do mundo: humanidade. Humanidade é o belo. São as boas maneiras covertidas em uma forma de viver. As regras não deixariam a parte animal do homem sentindo-se preso? E como extrapolar isso?

Na companhia de homens trata sobre dois amigos que estão desiludos no amor e querem se vingar em alguém. Em alguma mulher, não importa qual. Assim, fazem uma competição para conquistar uma surda-muda. E a pergunta final é: Como você se sente machucando de verdade alguém? É fácil notar a fascinação pela dor que o ser humano sente: Jackass. No limite. E tantos outros programas que aniquilam com qualquer senso a frase batida “amor à vida”. Ou o caso de maldade dentro da pessoa, como a empresária Silvia Calebrisi Lima, que adotou ilegalmente uma menina de 12 anos a qual torturava em troca de serviços domésticos. Através desse tipo de caso, eu me pergunto: Existe realmente uma humanidade?

Às vezes parece que o mundo acorda pra algumas causas como nos anos 60 com o amor e a paz. Hoje, com a sustentabilidade. Mas não seria só uma forma de querer se enganar? Como se quiséssemos buscar algo de bom que na verdade não existe. Afinal, continuamos a odiar. Continuamos com guerra. E continuaremos a usar sacola plástica.

One Response to “O homem animal”

  1. ladoinverso Says:

    só pra deixar registrado o que já te falei pessoalmente: bem crítico o teu post, com perguntas bem coerentes. gostei ju, segue em frente!

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