diário de viagem
Fevereiro 12, 2009
Hoje eu sou uma turista qualquer que tira foto de tudo. Daquelas bem besta que acha graça até no poste de luz. Porque é tudo novo e eu me sinto uma criança boba descobrindo tudo outra vez. Mas com cara de gente grande e idade de gente grande. E essa é a melhor parte. Posso entrar onde quero, sair de onde nao me interessa. E que se foda o perigo e a saúde. Aliás, palavras essas que sao quase como uma heresia numa viagem. Hoje eu vou caminhar por ai e encontrar ruas bonitas e bares legais e gente simpática. E uma cidade muito limpa com pessoas educadas, mas feias. Mas nem tudo pode ser perfeito. Com sorte ganho 4 horas de sono, cansaço já é moeda corrente, mas diversao também, entao pouco me importa. Quem sabe hoje eu aprendo umas 3 palavras novas e já vai ter valido a pena. Nem tento mais sair do meu mundo, ele ja ta colado comigo e vou levar ele pra conhecer todo o resto. Meu mundo sou eu, minha identidade e minhas convicçoes. E ja notei que posso estar em qualquer lugar e continuarei sendo a mesma – pro mal e pro bem. Azar dos chilenos!
Do mal estar para euforia, passo entre um copo de pisco e duas ou tres olhadelas. Te esqueco apos meia noite, mas tu voltas como ressaca braba no dia seguinte. Me esquivo de certos pensamentos, fatalizo coincidencias e me convenco que estou bem. Mas tu ficas rondando minha cabeca, alardeando uma falta. Maldito que és! Maldito, maldito, maldito amor.
Ele me deixa louca. Porque me traz uma sanidade e uma clareza que me cegam e atormentam. Sou instrumento fragil. Nao perturbes aqui dentro.
nao me espere
Fevereiro 3, 2009
Pra algumas pessoas talvez eu nunca esteja preparada. Pq elas fazem parte de um outro mundo, que eu admiro, gosto, mas que nao me pertence e nunca pretendo fazer parte. Mas minto, desconverso dizendo que vieram no tempo errado. E vou perdendo possiveis amigos e amores, deixando escapar almas lindas por puro medo ou preguica. Prefiro me enganar, colocar qualquer argumento fajuto que me coloque de, no maximo, cumplice. Amanha, quando todos tiverem ido, direi que nao foi a hora certa. E, de atraso em atraso, ou de antecedencia em antecedencia, os abandonarei.
(Estou sem acentos)