Eu escrevo em forma de carta pra ninguém com uma assinatura não tão anônima. Falo sobre o nada e desenvolvo até lugar nenhum. Enquanto eu busco o discurso sem propósito, tu insiste em achar lógica. Quem é o bobo?
Breve história de uma antipática
Abril 16, 2009
Eu não dialogo.
Eu falo comigo mesma em forma de conversa pública e tu acha que tá participando.
Falsa comunista sou.
Eu engano e não me divido com ninguém.
Qual é a vida que existe atrás dessa rotina trabalho-casa, casa-trabalho? O que acontece de tão espetacular que nos prende aqui, que nos faz ansiosos pelo amanhã que é (aparentemente) igual ao hoje? Por que surgem tantas emoções diferentes em dias tão parecidos? O que faz um dia ficar completamente distinto do outro quando se tem as mesmas atividades sempre? Como consigo continuar achando graça e me surpreendendo? Por que não consigo nunca ficar velha? Há alguma explicação para o fato de se manter entusiasmado depois de se comprovar que tudo é um caos? É normal saber que a vida é um absurdo e ainda assim querer mais?
Eu
não
sei.