quem sou eu?

Maio 26, 2009

Vivo como quem convoca à guerra. Ou você se disponibiliza e age como eu mando ou sai da frente, senão minha tropa de entusiastas te atropela. Para se unir à minha nova potência, nem precisa ser daqui. Eu mesma não sou. É necessário saber encher o peito e gritar com orgulho palavras como “coragem”. Não se preocupe se você não ganhar popularidade, todos os heróis da história ganham primeiro desprezo. Mas nós vamos mostrar nosso valor. E falando em valor, viva nosso primeiro grande feito: déficit zero. Se você se juntar a mim, eu posso negociar um abrigo de até 400 mil reais. Mas… atenção! Não tolero quem revela segredos de Estado. Escutar viúvas chorando não faz parte do meu plano de combate. Porque aqui é tudo verdade. E quem quiser contar outra história comete crime de traição. Menos um secretário, menos um combatente. Agora, até nossos aliados, ditos democráticos, não respeitam nosso regime. Eu recruto até marido, mas se me contrariar, tiro da linha de frente. Eu sou general, se você quiser relações diplomáticas, transfira-se para outro distrito.

Enquanto o batalhão estiver sob o meu comando, a palavra é ordem. E a ordem é obediência.