Agosto 23, 2009

Nao chegue muito perto. Eu nao posso respirar assim. Eu só quero alguém que de pra chamar na sexta-feira, alguém pra comer uma pizza no domingo e dar umas risadas sobre coisas bobas da vida. Eu despenso gente que queira compreender todo meu ser, gente que procura entender o sentido disso tudo, gente complicada.

Meu pedido é simples. Eu quero uma pessoa normal no ponto. Sacou?

Agosto 23, 2009

Até agora eu estava sendo amável e querida. Esforçando ao máximo para ser a gentileza em pessoa e conquistar muitos fiéis. Mas hoje a noite me dei conta que nao sou Jesus – graças a deus (literalmente)! Entao, foda-se todo o disfarce. Joguei fora o artificial que me dava aparencia de amigável. Ufa! Me sinto muito mais leve sem o peso da hipocrisia.

Agosto 23, 2009

Passou pelo meu caminho como qualquer outro. Tomou um drink, fez perguntas simpáticas, sorriu bastante. Em terra de gente tao feia, pensei: “nao é nada mau”. Outras noites vieram. E o mesmo passou: drinks, perguntas e sorrisos. Quando me dei conta, ali ele estava. Já era parte nao só da vida noturna, como também diária. Hey, hey, hey! Peraí, meu amigo. Tu nao é nada demais. Tu é mais ou menos bonito, mais ou menos legal, mais ou menos inteligente e muito, muito normal. 

Já me enjoei. Quero trocar o qualquer outro pelo qualquer um.

Agosto 14, 2009

Carrego minha mala com poucas coisas: blusao, jeans, camiseta, tenis e pouca expectativa. Deixo meu quarto verde pra dormir depois em algum lugar indeterminado. Procuro nao pensar como estarao as coisas quando eu voltar. Talvez estejam distintas, talvez iguais. Independente da resposta, de principio nao vou entende-las. Porque todo imaginario que tinha que dava sentido a raciocinios locais ja tera mudado. Assim, nao me sentirei pertencente nem de la, nem daqui. Com uma identidade um pouco borrada, sairei do coletivo e serei somente individuo. Serei um pouco de tudo, muito de nada. Ao final, serei eu?

my way!

Agosto 10, 2009

Sou feita com uma boa dose de egoísmo. Assim como acredito que todos nós somos. Nao me reprimo por antes pensar em mim, depois em ti. Porque o mundo, ao contrário do que as novelas ensinam, é muito maior que um romance.  Troco a estabilidade e uma existencia razoalvelmente feliz a dois por muitos momentos de solidao e algumas horas de uma fenomenal alegria. Talvez a matemática nao ajude a justificar minha lógica. Mas nunca fui das exatas mesmo.  Abandono o racional – algo tao valorizado na nossa época – e me jogo em qualquer oportunidade em que possa sentir a liberdade que tenho. Acho minhas horas de satisfaçao completa com a vida quando quase estou mudando de ideia. Nao sei se é o caminho certo, mas o certo sempre foi muito mais chato que o errado.  E, agora, eu só busco diversao.